Preços de alimentos e bebidas têm queda de 1,28% em novembro em Guarapuava
Paraná registra recuo em todas as regiões
05/12/2025
Paraná teve a menor variação para o mês desde 2020O Índice Ipardes de Preços Regional Alimentos e Bebidas (IPR - Alimentos e Bebidas) registrou, em novembro, queda de 1,33% no Paraná, a menor variação para o mês desde 2020. Em Guarapuava, o recuo foi de 1,28%, refletindo a tendência estadual de retração nos preços de alimentos básicos. Entre janeiro e novembro de 2025, o índice acumulado no município atingiu 2,56%, o maior entre os municípios pesquisados, enquanto o índice acumulado em 12 meses no estado ficou em 1,64%, a menor marca desde maio de 2024.
A retração dos preços em Guarapuava, assim como em outras cidades, foi fortemente influenciada pelo subgrupo leites e derivados (-5,29% no mês, contribuindo com -0,74 ponto percentual ao índice estadual) e pelos tubérculos, raízes e legumes (-14,52% no Paraná, -0,60 p.p. na média estadual). Produtos como tomate, abobrinha e pepino tiveram quedas expressivas de 28,37%, 24,14% e 19,50%, respectivamente, resultado da elevação da temperatura, que acelerou o amadurecimento e ampliou a oferta ao consumidor. Já o leite integral caiu 8,96% devido à expansão da captação no campo.
Entre os demais municípios, a maior retração foi registrada em Cascavel (-1,64%), seguida por Maringá (-1,62%), Foz do Iguaçu (-1,47%), Curitiba (-1,38%), Ponta Grossa (-1,28%), Londrina (-1,25%), Umuarama (-1,05%) e Pato Branco (-0,99%). Em todos os locais, o subgrupo de tubérculos e legumes apresentou quedas significativas, destacando o papel da oferta sazonal na determinação dos preços.
Apesar do cenário de queda generalizada, alguns produtos tiveram alta. Em Guarapuava, os preços de óleo e gorduras subiram 1,86%, refletindo demanda aquecida e menor volume ofertado. A carne suína também apresentou elevação em algumas regiões, ainda que não tenha impactado o município diretamente.
No acumulado de 12 meses, Guarapuava destacou-se com a maior variação entre os municípios pesquisados, 2,56%. Entre os produtos, o café liderou as altas, acompanhado de abobrinha em outras cidades e cenoura em Curitiba. Em paralelo, quedas expressivas em cereais (até 27,23% em Guarapuava) e batata-inglesa (43,99%) ajudaram a conter a inflação alimentar na região.
Especialistas do Ipardes destacam que a estabilidade relativa dos preços ao longo de 2025 reflete tanto a oferta robusta de alimentos sazonais quanto a eficiência da cadeia de distribuição estadual, mesmo diante de oscilações climáticas e de mercado. A retração de novembro reforça a tendência de moderação da inflação no setor de alimentos e bebidas, um alívio para o orçamento das famílias paranaenses em um cenário de aumento gradual do poder de compra.
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