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JUSTIÇA

Defesa tenta livrar Rodolpho Scherner Neto do júri popular

Motorista matou idosa e quer responder por crime de trânsito

Quinta-feira, 06 de agosto de 2020

As acusações criminais que pairam sobre Rodolpho Scherner Neto, responsabilizado pela morte da aposentada Filomena Schepansky (70 anos), começarão a ter desfecho nos próximos dias. Até por volta do dia 20, o Tribunal de Justiça do Paraná deverá se pronunciar sobre recurso impetrado contra decisão do juiz Adriano Scucciatto Eyng, da Vara Criminal de Guarapuava, que determinou o julgamento de Scherner Neto em júri popular. A defesa procura transformar o crime em delito de trânsito, com penas mais brandas e sem o tribunal do júri.

No dia 12 de janeiro deste ano, uma manhã de domingo, Rodolfo Scherner Neto dirigia uma BMW pela Avenida Moacyr Silvestri, na altura da Havan, quando subiu o canteiro central e atingiu Filomena Schepansky que se dirigia para a missa na Igreja Santa Terezinha. O motorista não permaneceu no local. A mulher foi atendida por populares e faleceu logo em seguida. Bem mais tarde, Scherner Neto foi localizado pela polícia e preso em flagrante.

Imagens de uma câmera de segurança mostram, segundos antes do atropelamento, que o motorista entrou na rotatória da Havan fazendo uma manobra arriscada. Este movimento, do carro derrapando, poderá ser usado como álibi por Scherner Neto, de que não ele não estava embriagado ou sob efeito de entorpecentes, mas, sim, que a roda do carro bateu no meio-fio, perdeu o controle de direção e atingiu a aposentada.

A peça acusatória impõe sobre o réu crimes por homicídio consumado, homicídio tentado, omissão de socorro e fuga do local. A defesa alega que Scherner Neto desceu do carro e pediu para um amigo prestar socorro com medo de ser “linchado” pelos populares. Testemunhas que auxiliaram no socorro à vítima afirmam que ninguém agiu contra o rapaz.

A defesa de Scherner Neto acredita que conseguirá reverter a decisão de 1º grau. Se for assim, ele será julgado com base nas leis de trânsito, pagará multas e permanecerá em liberdade. Se for a júri popular, a probabilidade de ficar preso é bem maior.

Rodolpho é um dos envolvidos na operação 'Bala da Noite' e esteve preso na Penitenciária Industrial de Guarapuava, após ter sido condenado a 21 anos por tráfico de drogas sintéticas, mas uma revisão da pena, reduziu esse tempo para quatro anos de prisão em regime semi aberto.

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